
Todos os dias, Gervásio é despertado pelo sol escaldante, que insiste em ultrapassar um pequeno orifício em uma das laterais de uma caixa de papelão, que outrora protegia a geladeira de um capitalista qualquer, e agora serve de lar a esse morador de lugar algum.
Sua audição, já nao fazia parte de seus sentidos, fora degradado pelo barulho contínuo e infernal de uma avenida qualquer, que sempre insiste em estar em frente ao seu “lar”.
Ele nunca sabe em que dia está, ou que horas são, porém sabe que é o momento de desmonta a caixa, casa, ou sei lá o que, juntar as tralhas e procurar novos horizontes, mesmo sem saber o que isso significa.
A vida desse ser insignificante para a sociedade é perambular continuamente pelas ruas e avenidas que se entrelaçam, num quebra-cabeça indecifrável. Por onde ele passa, todos os olhares insistem em julgá-lo, uns de pena, outros de medo, há até olhares de ira, de indivíduos de corações petrificados, que se dizem seguidores de um Deus, que os fizeram sua imagem e semelhança.
Há dias em que ele passa várias vezes no mesmo lugar, sem ao menos perceber, porque perceptível mesmo, é uma dor agonizante, que todos os dias vai lentamente tomando conta de seu cansado e abatido corpo, que só é amenizada, quando ele encontra uma quentinha (que há tempos deixou de estar quente) no fundo de uma lata de lixo qualquer, de tantas que já foram reviradas.
Ele devora tudo aquilo, sem distinguir o que é comida ou papel alumínio, numa guerra incessante com moscas e formigas que haviam encontrado aquilo bem antes, e que não tinham culpa alguma, dele ter sido esquecido por sua própria espécie.
E por alguns segundos, ele perde a noção do que deve ou não comer, e as inocentes moscas e formigas passam a fazer parte de seu nojento e necessário cardápio, assim como o papel alumínio.
Sua audição, já nao fazia parte de seus sentidos, fora degradado pelo barulho contínuo e infernal de uma avenida qualquer, que sempre insiste em estar em frente ao seu “lar”.
Ele nunca sabe em que dia está, ou que horas são, porém sabe que é o momento de desmonta a caixa, casa, ou sei lá o que, juntar as tralhas e procurar novos horizontes, mesmo sem saber o que isso significa.
A vida desse ser insignificante para a sociedade é perambular continuamente pelas ruas e avenidas que se entrelaçam, num quebra-cabeça indecifrável. Por onde ele passa, todos os olhares insistem em julgá-lo, uns de pena, outros de medo, há até olhares de ira, de indivíduos de corações petrificados, que se dizem seguidores de um Deus, que os fizeram sua imagem e semelhança.
Há dias em que ele passa várias vezes no mesmo lugar, sem ao menos perceber, porque perceptível mesmo, é uma dor agonizante, que todos os dias vai lentamente tomando conta de seu cansado e abatido corpo, que só é amenizada, quando ele encontra uma quentinha (que há tempos deixou de estar quente) no fundo de uma lata de lixo qualquer, de tantas que já foram reviradas.
Ele devora tudo aquilo, sem distinguir o que é comida ou papel alumínio, numa guerra incessante com moscas e formigas que haviam encontrado aquilo bem antes, e que não tinham culpa alguma, dele ter sido esquecido por sua própria espécie.
E por alguns segundos, ele perde a noção do que deve ou não comer, e as inocentes moscas e formigas passam a fazer parte de seu nojento e necessário cardápio, assim como o papel alumínio.
By WagnerJava





3 comentários:
Gervásio~>Personagem q representa a realidade de muitos brasileiros,seres-humano q um dia há de poder aliviar-se desse peso:A Miséria!!!
"Miséria,miséria em qualquer canto!!!"
"será que,todos, ouviram isso?"
Todos tinham q ler este texto!!!
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