Quando as coisas escapam entre nossos dedos, percebemos que, na verdade, nada está plenamente em nosso poder. Deixam-nos atônitos, estupefatos, ao percebermos que não estamos imunes as mazelas da vida ou da morte.
Quero sempre ser um vigilante, estar atento a esses momentos sombrios, que arrancam sem piedade, aquilo que mais nos faz brilhar, principalmente quando é alguém próximo, e que amamos tão quanto a nós mesmos.
Não sou apto a dizer tais palavras, porém, são as únicas que me surgem, no momento, talvez apenas para expor sonhos dilacerados em plena flor da juventude, sem nem ao menos a possibilidade de questionarmos o porquê.
Infelizmente quando as turbinas são ligadas, não há mais tempo para questões, arrependimentos, desculpas, enfim. E antes que possamos perceber, nossa alma já está a decolar, e a ganhar altitude constantemente, e lá do alto, contemplamos as pessoas ao redor desse aeroporto. Pessoas que amamos, admiramos, desentendemos, sorrimos juntos, enfim, todos em prantos, de olhos lacrimejantes, por saberem que naquele aeroporto, jamais aterrissará outra nave.
Adeus amigo, e descanse em paz...






1 comentários:
Baby,
Só passei aqui para dizer uma coisa que me veio quando li seu texto. Leia Clarice Lispector, Ana Cristina Cesar, Alice Ruiz, Virgínia Wolf. Procure os malditos tambem não tão doces, como Jean Ginet, Andre Gide. Isso vai lhe ajudar, eu penso, a quebrar rigidez do texto, quando preciso, e apurar sua emoção literária, se é que isso existe.
Acho que gosto muito de você!!! Um beijo
Kiki
Postar um comentário